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:: Sábado, 25 de Outubro de 2014 ::
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    Guatemala - Um dos Princípais Países da América Central

    República mais populosa da América Central, a Guatemala é uma nação de profundas raízes indígenas, que remontam ao tempo da civilização maia e estão presentes em suas manifestações culturais.

     

    O relevo define quatro regiões bem distintas na Guatemala: o Petén, as montanhas do centro do país, o litoral do Atlântico e o do sul. Extensa planície que ocupa um terço da superfície do país, o Petén se situa entre o México e Belize e tem as mesmas características geológicas da península mexicana de Yucatán, de que é continuação. Próximo de Belize, destacam-se os montes Maias, com altitude média de mil metros. Poucos rios atravessam a região, entre eles o Usumacinta, o mais extenso da América Central. Nas florestas do Petén se encontram ruínas maias como as de Tikal, Uaxactún e Piedras Negras.

    A região montanhosa compreende duas cordilheiras paralelas: a serra Madre, continuação da cordilheira mexicana de mesmo nome, e a dos altos Cuchumatares. A mais importante é a serra Madre, que cruza o país de oeste a leste e prossegue em Honduras e El Salvador; forma o planalto central, onde se situa a capital da república, a Cidade de Guatemala. Uma cadeia de 33 vulcões se ergue paralelamente à costa do Pacífico, entre eles o Tajamulco (4.220m), o Tacaná (4.093m) e o Atitlán (3.537m), considerados ativos.

    No litoral atlântico se localiza o maior lago do país, o Izabal, e grandes rios como o Motagua, o Polochic, o Dulce e o Sarstún. Puerto Barrios, na baía de Amatique, é a principal saída comercial da Guatemala para o oceano Atlântico.

    A planície costeira do Pacífico, no sul, se estende por 300km do México a El Salvador. De origem vulcânica, é irrigada por numerosos rios e chuvas abundantes. O litoral, pouco recortado, conta com dois portos relativamente importantes, os de Champerico e San José.

    Situada entre 14o e 18o de latitude norte, a Guatemala apresenta clima quente tropical, que se torna temperado nas regiões mais altas. Tem uma estação chuvosa, de maio a novembro, e outra seca, de novembro a maio.

    A fauna é variada. Além dos rebanhos (gado bovino, ovino, eqüino etc.), há muitos cervos e macacos e, em menor quantidade, onças e antas. A rica plumagem das aves merece destaque, especialmente a do quetçal, em vias de extinção, eleito símbolo nacional.

    Cerca de metade dos guatemaltecos são ameríndios do grupo maia; o segundo lugar em número é ocupado pelos ladinos, mestiços de espanhóis e índios. Há também uma pequena porcentagem de brancos, negros e asiáticos. Os grupos indígenas mais tradicionais vivem na região montanhosa, dedicam-se à agricultura, à pecuária, ao artesanato têxtil e ao comércio. Os cargos importantes da administração, da economia, e da cultura são ocupados por brancos e ladinos. A língua oficial é o espanhol, mas também são falados cerca de vinte idiomas indígenas, a maioria de origem maia.

    A Guatemala tinha, no fim do século XX, a taxa de natalidade mais alta da América Central, com população predominantemente rural. As zonas com maior densidade demográfica estão na Cidade de Guatemala, no planalto e no oeste da costa meridional. Com exceção da capital, há poucas cidades importantes, entre elas Quezaltenango e Escuintla.

    A Guatemala possui consideráveis riquezas naturais pouco exploradas. Empresas multinacionais participam das atividades econômicas mais importantes.

    A renda nacional provém principalmente da agricultura, que emprega três quintos da população economicamente ativa. Há fortes contrastes entre as lavouras primitivas dos índios e as modernas plantações financiadas pelo capital estrangeiro e destinadas à exportação. Milho, arroz, trigo, sorgo e batata são consumidos internamente. O café é a principal cultura de exportação. A pecuária, a atividade pesqueira e a indústria florestal também contribuem para as exportações.

    Apesar da intensa exploração efetuada por multinacionais do setor, a extração de petróleo não experimentou importante desenvolvimento. O grande potencial hidrelétrico dos rios do país é explorado pelo Instituto Nacional de Eletricidade, uma empresa estatal. A mineração é pouco desenvolvida, embora haja reservas de carvão, ouro, prata, antimônio, cromo, cobre, ferro, chumbo, asbesto, níquel, enxofre e zinco.

    A atividade industrial, mesmo tendo crescido na segunda metade do século XX, ainda representa pequena parte da renda racional. As principais indústrias são as de cimento, açúcar, farinhas, bebidas, conservas e azeites vegetais.

    O comércio internacional é feito principalmente com os Estados Unidos e, em menor medida, com os países da América Central, México, Alemanha e Japão. Máquinas, petróleo, papel e medicamentos estão entre os principais itens de importação. O país exporta café, algodão, banana, frutas, verduras e carne.

    Acredita-se que o topônimo Guatemala derive da palavra indígena Quhatezmalha, que significa "montanha que verte água", em alusão ao vulcão Agua, que destruiu a Cidade Velha (Santiago de los Caballeros), primeira capital espanhola da capitania geral. Entre os séculos VII e XII, quando os astecas estenderam seu domínio até a Guatemala, os maias migraram para Yucatán. Posteriormente, nova migração os conduziu ao Petén.

    Predomina o catolicismo, embora a igreja não seja oficial. Há também uma minoria judaica e diversas denominações protestantes.

    No território guatemalteco se encontram alguns dos mais remotos vestígios da civilização maia, cujas fases são conhecidas graças às estelas de pedra, usadas para medir o tempo. A primeira foi encontrada em Uaxactún e data do ano 328 da era cristã. Outros centros com ruínas maias são Quirigua e Yaxchilán. Textos como o Popol Vuh, o Rabinal Achi e o Memorial de Tecpán-Atitlán foram escritos depois da conquista, em línguas indígenas com caracteres latinos.

    Na arquitetura colonial, predominou o barroco espanhol com elementos indígenas. As ruínas da catedral de Antigua Guatemala são a melhor mostra desse estilo. A estatuária popular adquiriu grande perfeição a partir do século XVI.

     

     

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