Plotino foi um dos maiores filósofos do neoplatonismo. Nasceu no ano de 205 em Licópolis e morreu aos 66 anos, como afirmado por seu discípulo Porfírio no prefácio das Enéadas.
Plotino se voltou ao estudo da filosofia na idade de 28 anos e viajou para Alexandria, centro do conhecimento da época. Lá ouviu as idéias de Ammônio Saccas, fundador da Escola Neoplatônica, a quem teve como instrutor.
Depois de passar os próximos 11 anos em Alexandria, Plotino decidiu investigar os ensinamentos filosóficos dos persas e dos indianos. Na busca deste objetivo ele deixou Alexandria e se juntou ao exército de Giordano III que marchava para a Pérsia. No entanto, a campanha foi um fracasso e Plotino se encontrou abandonado em uma terra hostil, só com muita dificuldade escapou vivo e se refugiou na Antioquia.
Com a idade de 40 anos, Plotino chegou a Roma, onde permaneceu a maior parte do restante de sua vida. Lá, montou uma escola de filosofia, como a de Ammônio, onde ensinava oralmente a ouvintes seletos. Em seu círculo mais íntimo pode-se citar Porfírio, Amelius Gentilianus, o senador Castricius Firmus e Eustochius de Alexandria, um médico que se dedicou ao aprendizado de Plotino e o acompanhou até sua morte. Entre suas alunas pode-se citar Gemina, em cuja casa ele viveu durante a sua residência em Roma, e sua filha, também Gemina, e Amphiclea, mulher de Ariston, filho de Jâmblico.
O ascetismo de Plotino e sua espiritualidade contagiaram a muitos. Era um amante da verdade e defensor da simplicidade, evitando sempre o formalismo.
Plotino também ganhou o respeito do imperador Galiano e sua esposa Salonina. Manifestou seu interesse em fundar a "Cidade dos Filósofos" em Campania, onde os habitantes viveriam sob a constituição estabelecida nas Leis de Platão. Um subsídio imperial porém, nunca foi concedido, por razões desconhecidas a Porfírio, que relata o incidente.
Vítima de uma doença fatal, retirou-se para o campo. Suas últimas palavras foram: "Esforço-me para reunir o que há de divino em mim ao que há de Divino no Universo".
Plotino escreveu 54 ensaios filosóficos destinados à circulação entre os seus alunos. Após a morte do mestre, estes foram coletados por Porfírio e organizados em seis livros com nove ensaios cada, chamados Enéadas.
Enéada 1: O Homem e a Moral;
Enéada 2: O Mundo e Suas Leis Físicas;
Enéada 3: O destino e a Providência;
Enéada 4: Referente á Alma;
Enéada 5: A Inteligência;
Enéada 6: O Ser e o Uno.
"Deus não é externo a ninguém, está presente em todas as coisas." - Plotino
Matéria publicada na EmDiv Magazine Kindle Edition - Janeiro 2011
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