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:: Domingo, 19 de Maio de 2013 ::
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Op Art - Manifestação Artística

Em meados da década de 1960, a op art representou o ressurgimento do abstracionismo geométrico como tendência coletiva, embora restrita.

Op art (arte óptica) busca atingir o espectador por meio da combinação de cores frias e quentes e da superposição de tramas geométricas. Manifestação artística não distante da arte cinética, envolve procedimentos científicos e artísticos (contrastes, ondulações, interferências) capazes de estimular a retina e criar intensa instabilidade visual.

A expressão op art foi criada em 1964, por um jornalista da revista Time, ao se referir à exposição The Responsive Eye, inaugurada um ano depois no Museu de Arte Moderna de Nova York. A mostra apresentou tanto obras pictóricas com ilusões geométricas, compostas de estruturas formais e superfícies coloridas, quanto outras baseadas no movimento, que se utilizavam apenas de linhas e tramas em preto e branco.

Os antecedentes imediatos dessa corrente são movimentos de vanguarda, como o cubismo e o abstracionismo, que empregavam efeitos visuais e técnicas de composição semelhantes. Nas décadas de 1920 e 1930, na Alemanha e nos Estados Unidos, Josef Albers pesquisava os efeitos da cor em superfícies planas. Tornou-se famosa sua série de quadros "Homenagem ao quadrado", em que estuda a irradiação e a interação cromática.

Um dos mais brilhantes representantes da op art foi Victor Vasarely, que a partir de 1952 passou a criar diferentes estruturas cinéticas em preto e branco, após o que adotou a cor. O artista partia de figuras geométricas de tamanhos diversos, sobretudo o cubo, que combinava com cores chapadas para obter o efeito de tridimensionalidade. Essas experiências prosseguiram, na década de 1960, com o trabalho da britânica Bridget Riley, baseado no emprego de linhas paralelas e curvas, em preto e branco, que provocam ondulações visuais. Exemplo notável dessa técnica é a obra "Corrente".

Em Paris, distinguiu-se o Grupo de Investigação de Arte Visual, com que colaboraram o argentino Gyula Kosice e o venezuelano Jesús Rafael Soto. Este último buscava vibrações ópticas com fundos em preto e branco, mas evoluiu para as formas tridimensionais, com a construção de espirais em fibra de vidro. Salientaram-se ainda o israelense Yaacov Agam, o venezuelano Carlos Cruz Díez e o espanhol Eusebio Sempere, autor da série "As quatro estações".

Embora tenha sido um movimento efêmero, a op art teve grande influência na moda, na decoração de interiores, em capas de livros e discos e até no urbanismo e na arquitetura, como mostra a fachada da Universidade de Caracas, de Vasarely.

 

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