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    História do Circo

    altO ambiente festivo e mágico dos picadeiros - povoados de contorcionistas, acrobatas, equilibristas, engolidores de fogo, faquires, mágicos, trapezistas e palhaços - faz com que, apesar do surgimento de novas formas de entretenimento como o cinema e a televisão, o circo continue sendo um dos espetáculos mais populares.

    Circo é a arte cênica que consiste em números de destreza e quadros cômicos. A palavra designa também a casa de espetáculos desmontável, de forma circular e coberta de lona.

    As origens do espetáculo circense remontam à Roma clássica, embora alguns historiadores vejam nos hipódromos gregos um antecedente do circo. Foi Tarquínio o Velho, quinto rei etrusco de Roma, quem decidiu dar aos festejos populares um local próprio e para isso mandou construir o mais antigo dos circos romanos. Séculos depois, na época de Júlio César, erigiu-se o célebre Circo Máximo.

    O antigo circo, construído geralmente em forma ovalada, generalizou-se na maior parte dos núcleos urbanos importantes e servia de palco para corridas de carros. Espetáculos mais semelhantes aos do circo moderno - embora de muito maior crueldade - eram apresentados nos anfiteatros. Os ludi, ou jogos, com freqüência incluíam combates mortais entre gladiadores e lutas com animais ferozes.

    Na Idade Média e no Renascimento, as representações circenses se davam durante a realização de feiras comerciais nas cidades ou nas festas da realeza, em que era frequente a presença de saltimbancos, jograis e bailarinos.

    O Circo Moderno
     
    Em 1770 nasceu o circo moderno, quando o cavaleiro britânico Philip Astley organizou um espetáculo no qual intercalou números de saltimbancos, saltadores e um palhaço. Baseado no princípio de que é mais fácil manter-se de pé sobre um cavalo a galope se este executa um círculo perfeito, por causa da força centrífuga, escolheu uma pista redonda. O picadeiro circular conservou-se até a atualidade como espaço cênico de todos os circos. Outros elementos introduzidos por Astley tornaram-se tradicionais: a disciplina quase militar, o uso de uniformes e o rufar de tambores, além do número do palhaço, que fazia em seu circo a paródia do recruta em suas primeiras tentativas de montar.

    Quatro anos depois da inauguração de seu circo, Astley viajou à França, onde obteve grande êxito. Associado ao veneziano Antonio Franconi, inaugurou um circo em Paris. Franconi, que com seus dois filhos fundou a primeira dinastia circense francesa, fixou em 13 metros o diâmetro do picadeiro, dimensão que continua sendo a mais usual, e introduziu no circo a pantomima. Ainda nos tempos de Astley e Franconi, apareceram as companhias circenses itinerantes, que apresentavam seus espetáculos em recintos desmontáveis, cobertos por lonas coloridas.

    Durante o século XIX, os principais diretores de circo foram artistas eqüestres. Progressivamente, os números tradicionais sofreram inovações: surgiram as acrobacias a galope e o pas de deux a cavalo, criaram-se quadros com vários animais ao mesmo tempo.

    O trapézio apareceu no circo em 1850. Nove anos mais tarde, a introdução do trapézio volante deu origem aos mais arriscados números de conjuntos de trapezistas. A introdução da jaula de ferro armada no centro do picadeiro, em 1888, deu dinamismo definitivo aos números de feras que, isoladas do público pelas grades e sob comando do domador, saltavam umas sobre as outras, atravessavam círculos de fogo e executavam acrobacias. Hoje, por maus tratos aos animais e sua retirada do habitat natural, esta modalidade vem sido combatida.

    O pioneiro dos espetáculos circenses no continente americano foi Phineas Taylor Barnum que, associado a James Anthony Bailey, criou em 1871 o circo que levou os nomes de ambos, famoso pela grandiosidade e pelas três pistas circulares sob a mesma lona. Pouco depois surgiu nos Estados Unidos uma nova e poderosa dinastia circense, a dos irmãos Ringling. Estes se dedicaram a absorver todos os circos importantes do continente, esforço que culminou, em 1906, com a aquisição do Barnum e Bailey. Outra grande figura do circo americano foi o mítico William Frederick Cody, conhecido como Buffalo Bill, que inseriu no espetáculo números de faroeste, com lutas entre índios e brancos e ataques a diligências.

    Durante os séculos XIX e XX o circo difundiu-se por todo o mundo e em algumas cidades, como Moscou e Pequim (Beijing), desenvolveu-se a ponto de constituir uma autêntica arte cênica. Na atualidade, o circo conserva ainda grande parte de suas tradições. Embora as companhias continuem viajando de cidade em cidade e de país em país, é frequente que realizem longas temporadas nos centros urbanos mais populosos.

    O Circo no Brasil

    Os circos brasileiros mais antigos organizaram-se na segunda metade do século XVIII. Um dos primeiros cavaleiros de sucesso, Manuel Antônio da Silva, apresentou, em 1828, um espetáculo de dança sobre um cavalo a galope numa residência particular. No século XIX, o Brasil foi visitado por várias companhias estrangeiras, que incentivaram a formação de elencos nacionais. Muitos artistas portugueses, espanhóis, italianos e argentinos permaneceram no país e formaram algumas das mais importantes famílias circenses brasileiras. Entre eles contam-se Manuel Peri, Galdino Pinto, Sérvulo Rocha, Nestor de Freitas, Juvenal Pimenta, as famílias Martinelli e Nogueira e outros. O mais famoso dos palhaços foi Abelardo Pinto, conhecido pelo nome artístico de Piolim.

     

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