Na maioria dos cenários, a medida de sustentabilidade econômica é apresentada em termos monetários, porém nenhum sistema econômico é sustentável a menos que se respeite os ecossistemas dos quais depende. O atual sistema - baseado na noção de expansão econômica infinita em um planeta finito - apresenta inúmeras falhas.
A sustentabilidade econômica verdadeira incentiva o uso responsável dos recursos. Isto envolve não apenas a certificação de que o negócio está obtendo lucro, mas que a operação não está criando as preocupações ambientais que poderiam causar danos para o equilíbrio ecológico local e mundial.
Por estar consciente do impacto da operação sobre a comunidade, o negócio deve ser capaz de escolher matérias-primas menos agressivas e elaborar uma estratégia de eliminação de resíduos que não danifica o meio ambiente. A atenção para estes tipos de detalhes tem o potencial de aumentar o investimento da comunidade na operação contínua do negócio, melhorando as chances de permanecer uma operação viável por um longo período de tempo.
Desta forma, a sustentabilidade econômica pode ser vista como uma ferramenta para garantir que o negócio tenha futuro e continue a contribuir para o bem-estar dos proprietários, dos empregados e da comunidade.
Para fazer funcionar esta nova estratégia é preciso aplicar urgentemente o engenho humano para minimizar as consequências impostas à natureza para satisfazer as necessidades humanas.
É preciso adquirir a capacidade de distinguir entre necessidade e ganância, muitas das vezes contrariando o que diz a mídia. Afinal a sustentabilidade econômica se aplica não só às grandes empresas, como também a indivíduos, famílias, pequenas empresas, comunidades, organizações e governos.
Uma grande reformulação da indústria está por vir, os bens duráveis serão projetados em sistemas onde não haverá lixo, mas desmontagem, reciclagem e remontagem. Os tóxicos serão minimamente produzidos, de forma segura e com identificação eterna de seus criadores. Os alimentos promoverão a saúde e o equilíbrio, ao invés da gordura e da alteração genética.
Durante anos foi gerado um conflito fundamental entre crescimento econômico e saúde ecológica e humana. O atual nível de influência exercida por interesses corporativos sobre o interesse público está se mostrando inaceitável. A sustentabilidade da vida vem se tornando uma nova prioridade.
Uma nova revolução surge e para que a economia não sucumba é preciso que ela se adeque aos novos critérios. Hoje, mais do que luta por "emprego" contra "desemprego", luta-se pela vida e seu desenvolvimento.
Matéria publicada na EmDiv Magazine Kindle Edition - Outubro 2011
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