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    Natureza e Cultura de Pernambuco

    Nos primeiros séculos da colonização, Pernambuco foi uma das mais ricas capitanias do Brasil. Estado do Nordeste brasileiro, limita-se a leste com o oceano Atlântico, ao norte com a Paraíba e o Ceará, a oeste com o Piauí e, ao sul com a Bahia e Alagoas. Ocupa uma área é de 98.938km2. Sua capital é Recife.O estado de Pernambuco exibe relevo modesto, de altitudes pouco elevadas e predomínio da topografia plana ou regular. Estão abaixo de 600m de altitude 76% do território estadual, e entre 300 e 600m, 62%. Compõem o quadro morfológico três unidades: a baixada litorânea, o planalto da Borborema e o pediplano cristalino.

     

    Em Pernambuco, como nos demais estados do Nordeste litorâneo, observa-se uma bem marcada zona de transição entre o clima seco do interior e o clima úmido da costa: é a zona do agreste, na qual se verificam ainda algumas áreas mais úmidas, os brejos, resultantes de uma pluviosidade mais copiosa, ligada a chuvas de relevo de caráter local.

    Revestem o estado a floresta tropical perene, a floresta tropical semidecídua (agreste) e a caatinga. A floresta tropical recobria outrora toda a região situada a leste da encosta oriental da Borborema, razão pela qual a região passou a denominar-se zona da mata. Atualmente pouco resta da vegetação primitiva, que deu lugar a campos de cultura e pastagens artificiais. A área de transição entre os climas úmido e semi-árido é revestida por vegetação florestal peculiar, onde se misturam espécies da floresta atlântica e da caatinga. É a vegetação do agreste, que também dá nome à região. Finalmente no resto do estado, isto é, no interior, domina a caatinga, característica do sertão.

    Dois domínios hidrográficos dividem Pernambuco. O primeiro compreende pequenas bacias hidrográficas independentes, formadas por rios que correm diretamente para o Atlântico: as bacias dos rios Goiana, Capibaribe, Ipojuca, Camarajibe e Una. O segundo domínio é constituído pela porção pernambucana da bacia do rio São Francisco: integram-no pequenos afluentes da margem esquerda, entre os quais o Moxotó e o Pajeú. O São Francisco forma a divisa entre Pernambuco e a Bahia. Com exceção do São Francisco e dos rios litorâneos, todos os rios de Pernambuco têm regimes temporários: fluem só na estação chuvosa.

    Um forte contraste entre as áreas de clima chuvoso e as de clima seco marca o estado de Pernambuco. Toda a porção úmida apresenta povoamento denso, sobretudo na área de Recife. Um pouco mais para o interior, no agreste meridional, essa densidade cai, tornando-se ainda menor no vale do Ipojuca. Na área de transição para o sertão a densidade diminui ainda mais rapidamente, principalmente no sul, a região mais seca do estado.

    Todo o território pernambucano situa-se na área de influência de Recife, cuja ação alcança ainda os territórios da Paraíba, Rio Grande do Sul, Ceará, Piauí e a parte oriental do Maranhão. Para o sul sua influência é tolhida pela ação da cidade de Salvador, ficando os estados de Alagoas e Sergipe e o norte do estado da Bahia numa área em que não se define bem a primazia de qualquer das duas metrópoles.

    A capital pernambucana figura entre as maiores do país. A expansão de sua área urbana pelos municípios vizinhos levou à formação de uma área metropolitana na qual participam os municípios de Abreu e Lima, Cabo, Camarajibe, Igaraçu, Itamaracá, Itapiçuma, Jaboatão dos Guararapes, Moreno, Olinda, Paulista e São Lourenço da Mata. Outras cidades importantes do estado são Caruaru, Petrolina, Vitória de Santo Antão, Garanhuns e Goiana.

    Os principais centros de interesse turístico do estado são as cidades de Recife e Olinda, detentoras ambas de precioso acervo arquitetônico. Olinda, por seus monumentos históricos e artísticos, que a levaram a ser proclamada pela UNESCO patrimônio da humanidade. Na capital, são pontos de maior atração: as fortalezas de São João Batista do Brum e de São Tiago das Cinco Pontas (onde foram executados os heróis da Confederação do Equador), o antigo palácio da Soledade, o teatro Santa Isabel (1859), a casa em que nasceu Joaquim Nabuco, os jardins do conde Maurício de Nassau, a matriz de Santo Antônio, o convento e igreja de Nossa Senhora do Carmo, e a capela dos Noviços, dita Capela Dourada, da Ordem Terceira de São Francisco de Assis (1716).

    Devem ainda ser lembrados o palácio do governo, antigo palácio Friburgo, hoje Campo das Princesas; o antigo palácio episcopal, sede do governo rebelde de 1817; e a cadeia velha, em 1852 convertida em biblioteca pública, onde frei Caneca passou seus últimos momentos. Residências senhoriais e valiosas coleções particulares de arte também contribuem para o interesse turístico.

    Em Olinda, são notáveis os conventos de São Francisco, do Carmo e da Misericórdia, o mosteiro de São Bento, as igrejas de Nossa Senhora do Amparo, de Nossa Senhora do Monte e da Sé. Entre as praias apreciam-se as do Bairro Novo, Casa Caiada e Rio Doce, do Carmo, do Farol e dos Milagres, Boa Viagem, Janga, Sirinhiaém, Porto de Galinhas e São José da Coroa Grande. Na ilha de Itamaracá, as do Pilar Jaguaribe e de Forte Orange.

    Em poucos estados é tão viva, como em Pernambuco, a sobrevivência e presença do folclore. Por isso se deu em Caruaru, em 1977, o I Encontro Latino-Americano de Folclore. A cidade é célebre por sua feira de artesanato (barro, cerâmica, palha, couro etc.) profundamente identificada com a natureza e a história da região. Notabilizou-se também, por sua autenticidade cultural, o carnaval de Recife, dominado pelo ritmo do frevo e do maracatu.

    Permanecem muitas tradições populares, como a chegança, o reisado, os pastoris e o bumba-meu-boi, do ciclo do Natal, e danças como o coco e as quadrilhas, do ciclo junino, o xaxado e o baião, danças masculinas do sertão. Da década de 1960 em diante, uma outra atração do estado passou a ser a Nova Jerusalém, distrito de Brejo da Madre de Deus, perto de Garanhuns, onde se encena uma Paixão realista e de enorme participação popular.

    A cozinha de Pernambuco é uma das mais características e saborosas do Brasil. Salientam-se pratos como a carne-de-sol com feijão-de-corda ou com macaxeira, o jabá com jerimum (carne-seca com abóbora), o sarapatel com farinha d'água, ou a tapioca molhada (com leite de coco).

     

    Matéria publicada na EmDiv Magazine Kindle Edition - Outubro 2011

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