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:: Sábado, 20 de Setembro de 2014 ::
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    Folclore e Folguedos do Centro-Oeste Brasileiro

    altA população da região Centro-Oeste do Brasil foi formada pelos índios que alí já habitavam antes da colonização, pelos brancos vindos de diversas regiões e pelos negros fugidos ou alforiados que partiam em busca de terras. Cada etnia carregou consigo uma bagagem de suas raíses e foi da mescla dessas que surgiram as manifestações culturais, artísticas e religiosas. O folclore local é marcado pela pluralidade de danças, cantos, lendas e crenças.

    Algumas das manifestações são:

    Cavalhada - é uma representação da batalha entre mouros e cristãos durante a invasão da Península Ibérica. Com a vitória dos cristãos, os mouros acabam convertidos. A festa relembra o domínio do cristianismo na região hoje formada por Portugal e Espanha. Em Goiás, a mais famosa ocorre em Pirenópolis.

    Cururu - canto formado por trovas repentistas, chamadas originalmente de carreiras ou linhas, cantadas por vários caminhantes em agradecimento a um santo. Os instrumentos são viola artesanal feita com árvores nativas e ganzá (tipo de reco-reco) de bambu. Foi levado a Mato Grosso pelos bandeirantes. Era inicialmente dançado, hoje é só cantado.

    Mascarados - originária dos costumes indígenas, foi modificada e enriquecida pelos colonizadores espanhóis e portugueses. Dura cerca de 2 horas e meia, tem doze partes, com diferentes passos, e exige grande esforço físico. Por isso, antigamente só os homens participavam. Para que os que faziam papel de mulher não fossem identificados, todos usavam máscaras.

    Procissão do Fogaréu - manifestação de tradição religiosa que relembra a prisão de Jesus Cristo por soldados romanos mascarados. A mais bem produzida ocorre no município de Goiás (GO), antiga capital do Estado, a 135 quilômetros de Goiânia.

    Siriri - dança típica do Mato Grosso, tem como característica a troca de casais. É marcada pelo som do mocho (espécie de tambor em forma de banco, feito com madeira e couro de boi). O nome vem de siriricar, o movimento feito pelo pescador na pesca com anzol e reproduzido pelos dançarinos ao escolher o par.

    Marimbondo - dança apreciada principalmente em Goiás. O bailarino revela sua habilidade de dançarino-equilibrista, enquanto os circunstantes acompanham seus movimentos com interesse e algazarra. O fracasso do dançarino exibicionista é sempre motivo de graça para a assistência. Os instrumentos usados são o pandeiro e a cuíca. Os figurantes formam um circulo. O pandeirista ou tocador de cuíca abre a dança fazendo o instrumento soar, marcando o ritmo. O dançarino entra na roda e, equilibrando sobre a cabeça um pote de água à tona da qual bóia uma cuia, dançando e pulando com gaiatice. Entrementes, passa as mãos pelo corpo como que tentando afugentar um marimbondo que o morde. Após suas exibições de malabarismo, ajoelha-se diante de um dos assistentes, para que o substitua, executando a mesma coreografia. Caso o escolhido aceite, bem, do contrário, será obrigado a pagar uma rodada de bebidas para a turma.

    Palminha - modalidade de quadrilha rural muito apreciada no Brasil Central, principalmente em Goiás. Ao som da orquestra regional um cavalheiro, agitando um lenço, caminha em direção a uma das damas e lho entrega, à guisa de convite para dançar. Dançam aos pares, soltos. Por fim, a dama entrega o lenço a outro cavalheiro, e dança igualmente com este. O lenço somente é devolvido ao dono depois de fazer uma volta completa. A palminha tem figuras semelhantes às da quadrilha, principalmente os movimentos centrais, com passo à direita e à esquerda. Batem palmas, mão contra mão, no sentido inverso ao do passo, e depois com as duas mãos, girando em seguida. A coreografia desta dança assemelha-se à do caminho da roça.

    Algumas Lendas e Mitos do Centro-Oeste brasileiro:

     

    As lendas da região Centro-Oeste são: A Mãe do Ouro,Onça da Mão Torta, A Criação do Mundo, Como Nasceram as Estrelas, Lendas da Mandioca e Lendas do Milho. E também existem as lendas da Dama de Branco, Arranca-Língua, Cavalo-sem-Cabeça, Gu-ê-Crig, Visão e Kilaino que estão entre os Entes Fantásticos da região Centro-Oeste.

    A Mãe do Ouro - pode apresentar-se como passarinho, lagarto ou mulher formosa de longos cabelos e vive em lugares montanhosos. Nas noites claras ela aparece como uma bola de fogo com uma cauda longa e brilhante. Diz a lenda que um velho escravo, cansado de trabalhar no rio Cuiabá, durante sete dias não conseguiu encontrar um grão de ouro. Seu patrão castigava-o e exigia sempre o fruto do seu trabalho. Numa tarde, apareceu a linda mulher, que o ajudou, pedindo-lhe em troca muitas fitas e flores. Salvou o escravo da fúria do patrão, deu-lhe alegrias por ter encontrado ouro e vingou-se da crueldade do ambicioso dono. Essa mulher era a Mãe-do-ouro, que fazia brotar tesouros naquelas terras.

    Onça da Mão Torta - a lenda diz que um velho vaqueiro foi durante sua vida mau ao extremo, depois de morto transformou-se na onça com uma das mãos torta, assim como se tivesse recebido um castigo para as perversidades que praticou durante toda a sua existência. Dessa forma, como a fera é, na verdade, um espírito, ela não pode ser morta, daí o grande medo que inspira aos moradores da região por onde vagueia costumeiramente.

    A Criação do Mundo - lenda carajá afirma que eles se originaram do Furo das Pedras. Um local debaixo d’água, perto do rio Macaúba. Seus parentes, os javaé e os xambivá, teriam a mesma origem. Os índios carajás afirmam que os animais se transformam em homens e vice-versa. Acreditam que os astros são povoados por seres humanos, que descem à terra.

     

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