Para a maioria das pessoas o nome de Albert Einstein (1879-1955) é sinônimo da fórmula E = mc2 e um completo mistério. É considerado como uma das mentes mais brilhantes do século XX e de toda a história, mas em vez de sua ciência e teorias matemáticas, este livro permitirá conhecê-lo como pessoa através de suas ideias. O leitor verá Einstein, o cientista e Einstein, a pessoa, como uma unidade.
Publicado pela primeira vez em 1934, entre as duas grandes guerras mundiais, "Como Vejo o Mundo" inclui temas como política, religião, educação, o sentido da vida, a economia mundial e a paz. Não é preciso um grau avançado em matemática ou física para apreciar a genialidade de Einstein, compartilhada de forma tão clara por ele próprio homem neste livro.
Suas crenças, ideias filosóficas e opiniões sobre diversos assuntos são reveladas em cartas e escritos ocasionais reunidos neste livro. Esses fragmentos formam um retrato mosaico de Einstein, o homem. Cada um é, em certo sentido, completo em si mesmo, apresenta sua visão sobre algum aspecto de progresso, educação, paz, guerra, liberdade, ou outros problemas de interesse universal. Seu efeito combinado mostra Einstein como um grande pensador da sociedade, capaz ultrapassar a lenda científica.
Esta coleção eclética composta no período de 1922 a 1933 não é meramente um artefato histórico da vida de Einstein, mas trata de assuntos imensamente e inegavelmente relevantes na atualidade.
Seus ideais de Bondade, Verdade e Beleza faziam-no recusar os dogmas religiosos e a crer na força interna e incentivar a moral, capaz de curar a humanidade das doenças sociais.
Legível e instrutivas são suas palavras sobre o verdadeiro valor do homem, o bem e o mau, a religião e a ciência, a guerra e a paz, a política e pacifismo.
Trechos do livro:
"O mistério da vida me causa a mais forte emoção. É o sentimento que suscita a beleza e a verdade, cria a arte e a ciência. Se alguém não conhece esta sensação ou não pode mais experimentar espanto ou surpresa, já é um morto-vivo e seus olhos se cegaram."
"O espírito científico, fortemente armado com seu método, não existe sem a religiosidade cósmica."
“Aquele que considera sua vida e a dos outros sem qualquer sentido é fundamentalmente infeliz, pois não tem motivo algum para viver.”
"Todas as riquezas do mundo, ainda mesmo nas mãos de um homem inteiramente devotado à idéia do progresso, jamais trarão o menor desenvolvimento moral para a humanidade. Somente seres humanos excepcionais e irrepreensíveis suscitam idéias generosas e ações elevadas. Mas o dinheiro polui tudo e degrada sem piedade a pessoa humana."
"Eu, enquanto homem, não existo somente como criatura individual, mas me descubro membro de uma grande comunidade humana. Ela me dirige, corpo e alma, desde o nascimento até a morte."
"A organização mecânica substituiu-se parcialmente ao homem inovador.
A falta de pessoas de gênio nota-se tragicamente no mundo estético. Pintura e música degeneram e os homens são menos sensíveis. Os chefes políticos não existem e os cidadãos fazem pouco caso de sua independência intelectual e da necessidade de um direito moral."
"A condição dos homens seria lastimável se tivessem de ser domados pelo medo do castigo ou pela esperança de uma recompensa depois da morte."
"(...) a comunidade vai renascer. Imagino os historiadores de amanhã interpretando nossa época. Diagnosticarão os sintomas de doença social como a prova dolorosa de um nascimento acelerado pelas bruscas mutações do progresso. Mas reconhecerão uma humanidade a caminho."
Matéria publicada na EmDiv Magazine Kindle Edition - Outubro 2011
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