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    República do Nordeste da África - Djibuti

    Situado diante do estreito de Bab-al-Mandeb, entre o mar Vermelho e o golfo de Áden, o Djibuti é um país tão árido que só conta com pouco mais de 400 hectares de terras cultiváveis.

    República do nordeste da África (antigo Território dos Afars e Issas, ex-Somália Francesa), o Djibuti ocupa uma área de 23.200km2. Limita-se a norte, oeste e sul com a Etiópia, a leste com o golfo de Áden e a sudeste com a Somália.

     O território do Djibuti divide-se em três regiões principais. O litoral, banhado pelas águas do Bab-al-Mandeb e do golfo de Tadjura, não atinge mais de 200m de altitude sobre o nível do mar. No sul e centro do país, erguem-se mesetas vulcânicas que oscilam entre 500 e 2.500m de altitude, às vezes margeadas por depressões e lagos. No norte erguem-se as montanhas que caracterizam a terceira região, cujo ponto culminante é o monte Mussa Ali, com 3.500m. Em geral, toda a superfície do Djibuti é árida, recortada por depressões profundas e coberta de areais. Na zona montanhosa correm três riachos de leito arenoso, o Sadai, o Adaleyi e o Iboli. Um rio subterrâneo, o Ambouli, constitui importante fonte de fornecimento de água.

    O clima do Djibuti é tórrido, com temperaturas máximas diurnas que oscilam entre 29° C em janeiro e 43° C em julho. De novembro a abril há uma estação relativamente fresca, com temperaturas médias diurnas entre 22° C e 30° C. As chuvas, procedentes do oceano Índico, ocorrem desde o término do verão até o final de março, mas as precipitações só atingem 125mm por ano no litoral e pouco mais de vinte milímetros no interior do país.

    A maior parte do território é desértica, com vegetação de arbustos espinhosos e alguns pastos. Nas montanhas há também áreas florestais e no litoral crescem tamareiras e tamarineiras. A fauna do Djibuti inclui linces, chacais, antílopes e gazelas. Apenas um por cento da superfície do país é cultivável e cerca de nove por cento servem de pasto.

    Os habitantes do Djibuti pertencem a dois grandes grupos étnicos: os issas, que compreendem quase metade da população, e os afars ou danakils, que representam dois quintos do total. Com eles convivem minorias de árabes e europeus. Os afars e os issas são tribos aparentadas que falam línguas de origem comum, compartilham hábitos nômades e praticam a religião islâmica. Os afars concentram-se no norte e no oeste do país e os issas, no sul. As línguas oficiais são o francês e o árabe.

    A agricultura, gera cinco por cento do produto interno bruto. Ao terminar a década de 1970, empreendeu-se um programa de perfuração de poços e de construção de sistemas de irrigação. Constitui atividade básica a criação de bovinos, ovinos, caprinos e camelinos. No litoral há modesta atividade pesqueira. A região do lago Assal dispõe de recursos geotérmicos.

    A principal atividade econômica do Djibuti é a reexportação de produtos de países africanos sem acesso para o mar. O porto da cidade de Djibuti foi muito prejudicado pelo fechamento do canal de Suez e pela interrupção do comércio ferroviário com a Etiópia, mas começou a se recuperar na década de 1980. Os produtos que transitam pelo Djibuti são café, sal, peles, legumes e cereais. O país importa a maior parte dos bens de consumo e de produção: máquinas, veículos, alimentos, produtos têxteis e derivados de petróleo, procedentes da França, Etiópia, Japão e vários países europeus.

    O território do Djibuti foi povoado por imigrantes procedentes da Arábia por volta do século III a.C.. Desses imigrantes, que se estabeleceram no norte, descendem os afars. Os issas, provenientes da Somália, expulsaram os primeiros da região meridional e se estabeleceram no litoral. No ano de 852 da era cristã chegaram os árabes, que controlaram o comércio da região até o século XVI, quando vieram os portugueses. Estes, em sua expansão para o Oriente, perderam o interesse pela região do Djibuti, cuja atividade comercial voltou ao domínio dos árabes.

     

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