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:: Sábado, 25 de Outubro de 2014 ::
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    Madri, Capital da Espanha - Arte, Beleza e Tradição

    Por sua localização no centro da península ibérica, Madri foi escolhida como capital da Espanha no século XVII, quando o incipiente estado moderno precisava implantar uma autoridade forte e centralizada.

    Madri é capital do país e da comunidade autônoma madrilena. Situa-se na meseta espanhola, ao sul da serra de Guadarrama e é cortada, a oeste, pelo rio Manzanares. Com altitude média de 635m acima do nível do mar, é a mais elevada das capitais européias, das quais se diferencia também pela atmosfera comumente limpa, quase sem nuvens. As temperaturas médias variam de 5º C a 25º C. O clima é continental, com invernos frios, de pluviometria irregular, e verões extremamente secos e quentes. No local onde hoje se situa Madri encontraram-se vestígios pré-históricos e da colonização romana. A primeira notícia documentada sobre a cidade data do ano 932, quando o rei Ramiro II destruiu as muralhas da fortaleza árabe de Magerit, mas deixou-a em poder dos mouros. Afonso VI conquistou-a em 1083, e Afonso VII concedeu-lhe foros de vila em 1118. Em 1561, Filipe II se mudou para a cidade com a corte. Filipe III instalou-se em Valladollid por cinco anos, mas em 1606 retornou a Madri, então oficializada como capital. Datam da época dos monarcas da casa de Áustria o mosteiro de El Escorial, a quarenta quilômetros da cidade; a Plaza Mayor, a Puerta del Sol e artérias que dela irradiam, a nova fachada do Alcázar e os jardins do Retiro.

    Após a guerra de sucessão espanhola (1701-1714), em que Madri ficou ao lado dos Bourbons franceses contra os Habsburgos austríacos, a cidade experimentou uma fase de crescimento. Carlos III, "o melhor prefeito de Madri", abriu amplas avenidas, iluminou e pavimentou ruas, concluiu o palácio real, reformou a Puerta del Sol e construiu as portas de Alcalá, Toledo e San Vicente, assim como o museu do Prado, o Jardim Botânico e grandes edifícios públicos.

    Entre 1808 e 1813, Madri foi ocupada pelas tropas francesas e pela corte de José I, irmão de Napoleão. Em 2 de maio de 1808, o povo madrileno revoltou-se contra o exército invasor. Sua valentia e a cruenta repressão francesa foram imortalizados por Goya nos quadros "A carga dos mamelucos" e "O 3 de maio de 1808 em Madri: os fuzilamentos na montanha do Príncipe Pio", ambos conservados no museu do Prado. Na primeira metade do século XIX, os antigos conventos foram suprimidos e ocupados por órgãos administrativos. Construíram-se praças espaçosas - Plaza de Oriente, del Rey, de Bilbao - e novos mercados. Em 1842, inaugurou-se a iluminação a gás e, dois anos depois, iniciou-se a construção da ferrovia Madri-Aranjuez. Entre 1851 e 1858, fez-se o canal de Isabel II, que abastece a cidade com as águas do rio Lozoya. Em 1875, com a chegada de operários de todo o país, atraídos pelas obras públicas, começou nova expansão. O marquês de Salamanca dirigiu a construção do bairro que leva seu nome e que se tornou o novo centro elegante e aristocrático de Madri. Arturo Soria y Mata executou parte de seu plano urbanístico conhecido como ciudad lineal.

    Na primeira metade do século XX, uma arquitetura imponente manifestou-se na abertura da Gran Vía. A noroeste criou-se uma vasta cidade universitária, frente e campo de batalha durante a guerra civil espanhola e cuja reconstrução foi, depois, prioritária. Sede do governo republicano durante o conflito, Madri sofreu um cerco que durou mais de dois anos e só terminou em 28 de março de 1939. Um pronunciado êxodo rural acompanhou a intensa industrialização da cidade a partir do fim da guerra.

    A crise econômica internacional, iniciada em 1973 com a alta dos preços do petróleo, afetou duramente o país e sua capital e aumentou o desemprego. Em conseqüência, inibiu-se a migração interna para Madri. Com a descentralização administrativa derivada da formação de 17 comunidades autônomas na Espanha, transferiram-se para as capitais regionais várias funções antes privativas de Madri.

    A capital espanhola é um importante centro industrial, só superado no país por Barcelona. Possui fábricas de automóveis, material ferroviário, eletrodomésticos, produtos químicos, têxteis, plásticos, entre outros. É também o principal centro comercial e financeiro da Espanha. Madri é o principal eixo de transporte terrestre do país e seu aeroporto internacional, em Barajas, registra intenso movimento. A Universidade Complutense é das mais tradicionais da Europa. O turismo, estimulado pelo rico acervo cultural, representa uma das principais fontes de renda da cidade.

    Entre seus mais de vinte museus, estão o do Prado, com preciosidades da pintura espanhola, italiana e flamenga, e o da América, por seu acervo sobre as antigas colônias. Também atraem visitantes o palácio real, transformado no maior museu de armas do mundo, a Biblioteca Nacional, que conserva 800 diferentes edições do Dom Quixote, de Cervantes, e várias igrejas, conventos e mosteiros.

     

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