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:: Domingo, 21 de Dezembro de 2014 ::
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    Estreito de Bósforo

    Istambul Bogazi, nome turco do estreito de Bósforo, separa dois continentes, o europeu e o asiático, e une dois mares, o Negro e o de Mármara. As terras que divide fazem parte de um mesmo país, a Turquia.

    O estreito de Bósforo tem extensão de trinta quilômetros, largura mínima de 750m e profundidade máxima de 120m. Integra com o mar de Mármara e o estreito de Dardanelos um antigo vale fluvial que afundou na era cenozóica e acabou invadido pelas águas do Mediterrâneo no período quaternário.

    Pelo estreito circulam duas correntes de direções opostas: uma superficial, de água pouco salgada, do mar Negro ao mar de Mármara, e outra profunda e salgada no sentido inverso. As costas, recortadas por pequenas baías como a do famoso Chifre de Ouro (em turco, Haliç), onde se acha o porto de Istambul, são cobertas de bosques de ciprestes, loureiros e plátanos. Nelas situam-se as cidades de Istambul, Uskudar, Sariyer e Beykoz.

    Junto com os Dardanelos, o Bósforo teve grande importância estratégica na história, sobretudo a partir do século XIX, por ser a única ligação entre o mar Negro e o Mediterrâneo e, portanto, a saída natural da Rússia para o Mediterrâneo. Seu controle, como ocorreu com outros estreitos de valor estratégico, foi objeto de sérias disputas internacionais. No Congresso de Berlim, em 1878, as potências européias concordaram em deixar o Bósforo aberto ao trânsito comercial, mas não a navios de guerra, com exceção dos turcos. Em 1936, a Turquia recuperou o controle sobre o estreito. Em 1973, o governo turco inaugurou uma ponte de mais de mil metros que une as margens asiática e européia.

     

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