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    Pequim - Capital da China

    Os monumentos de Pequim resumem cerca de nove milênios de história chinesa. Todavia, a cidade expandiu-se e desenvolveu-se extraordinariamente na segunda metade do século XX. Essa união do milenar com o contemporâneo tornou-a um dos símbolos da República Popular da China.

    Capital da China, Pequim (ou Beijing, na transliteração pinyin) situa-se no nordeste do país, no interior da província de Hebei, a cerca de 160km do golfo de Bo (Chihli). A área onde se ergue a cidade de Pequim foi habitada por alguns dos mais remotos antepassados da espécie humana, como o denominado "homem de Pequim" (Homo erectus pekinensis), cujos restos, encontrados na aldeia de Zhoukoudian (Chou-k'ou-tien), remontam a cerca de 500000 a.C. Na antiguidade, a região era atravessada por caravanas que transitavam entre o interior da China e a Manchúria, o que lhe conferiu grande importância estratégica e comercial.

    No século V a.C., o reino de Yan estabeleceu sua capital em Ji, próximo ao local da futura Pequim. Destruída por Shi Huangdi, fundador da dinastia Qin, e reconstruída sob o governo dos Han (206 a.C.-220 d.C.), Ji recebeu o nome de Yan. Desde então, sua história esteve ligada à da luta dos governantes chineses para deter os ataques dos povos do norte, principalmente dos mongóis, que no século XIII conseguiram invadir e conquistar a China. Com algumas interrupções, Pequim é capital da China desde 1272, quando Kublai Khan, fundador da dinastia Yuan, decidiu estabelecer a sede de seu governo em Pequim e deu-lhe o nome de Khanbaliq (cidade do Khan); mas o nome pelo qual ficou popularmente conhecida foi Dadu (a grande capital).

    As revoltas camponesas do século XIV puseram fim à dinastia mongol e Khanbaliq deixou de ser a capital. Em 1403, o imperador Yongle, da dinastia Ming, fundou a nova cidade de Pequim, situada um pouco ao sul de Khanbaliq. Tornada oficialmente capital em 1421, Pequim conheceu então novo período de florescimento e encheu-se de edifícios suntuosos. A dinastia manchu dos Qing (Ching), que ascendeu em 1644, manteve-a como centro político do reino e fez erguer várias construções monumentais, entre elas o palácio de verão, do século XVII, saqueado e incendiado pelos europeus em 1860 e depois reconstruído.

    A história de Pequim - e da China - teve seu rumo modificado pela guerra de 1856-1860 contra a França e o Reino Unido. No último ano da guerra, os países ocidentais receberam permissão para instalar suas embaixadas num bairro que foi sitiado pelos rebeldes boxers durante vários meses, em 1900. Após a queda da dinastia manchu, em 1911, Pequim permaneceu como capital da China nacionalista até 1928, quando foi rebatizada Peiping (a paz do norte) e a capital transferida para Nanquim (capital do sul). Ocupada pelos japoneses em 1937, no início da guerra sino-japonesa, a cidade foi retomada pelos nacionalistas chineses em 1945.

    Em 1949, os comunistas a conquistaram e declararam-na capital da República Popular da China, com seu nome histórico de Pequim. Tornou-se então importante centro político e econômico e cenário de agitaçÍes políticas, tanto durante a revolução cultural chinesa, na década de 1960, quanto em 1989, quando estudantes ali se reuniram em protesto contra a corrupção e foram massacrados pelo Exército.

    Pequim mostra uma organização urbana tradicional. Em torno da parte antiga se concentram os palácios, templos e prédios históricos - vários deles convertidos em museus e centros culturais pela revolução comunista de 1949 - bem como algumas instituições governamentais e oficiais.

    O núcleo histórico compõe-se basicamente de duas antigas cidades muradas, que se comunicam entre si: a cidade interior do norte, construída pelos tártaros e situada no local aproximado da antiga Khanbaliq mongol, e a cidade exterior do sul, chinesa, acrescentada à anterior em 1521-1567, durante a dinastia Ming. No interior da cidade do norte está a Cidade Imperial e, no interior desta, a Cidade Proibida, composta por um conjunto de palácios que serviam de residência aos imperadores chineses. Fora da Cidade Imperial, o antigo bairro dos diplomatas estrangeiros abriga hoje hotéis, lojas, cinemas e teatros. Ao sul, ao lado de parques tornados públicos pelo regime comunista, a antiga muralha é atravessada pela praça da Paz Celestial (Tiananmen).

    Na área norte da cidade interna, estão alguns prédios de grande importância histórica, como o templo lamaísta e o templo de Confúcio. Na cidade exterior, estão o centro comercial e a principal das quatro estações ferroviárias. Após a implantação do regime comunista, Pequim modernizou-se e se expandiu para além das áreas muradas, ganhou subúrbios residenciais e incorporou cidades próximas e distritos industriais. Uma dezena de rodovias e várias rotas aéreas ligam Pequim ao resto do país e do mundo. O Grande Canal, construído há cerca de 2.400 anos, une Pequim a outras cidades chinesas, como Tianjin (Tientsin), Xangai e Hangzhou.

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