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    Anatólia - Ásia Menor

    Também chamada Ásia Menor, a península da Anatólia constitui hoje a porção asiática da Turquia. Cruzamento de rotas utilizadas por diferentes povos em suas migrações e conquistas através da Europa e da Ásia, foi desde os mais remotos tempos campo de batalha entre o Oriente e o Ocidente. O platô central, que não tem rios navegáveis e possui poucos acessos naturais, é uma continuação da Ásia central. A costa oeste, com seus vales férteis e clima agradável, assemelha-se mais à Europa.

    Consta que em 1950 a.C. a parte oeste da Anatólia teria sido tomada pela primeira dinastia dos hititas. Dois séculos depois, tribos arianas parecem ter invadido o país e imposto sua língua aos hititas. No século XVII a.C. estes construíram um império poderoso, reconquistando a Anatólia. Após diversas invasões de cimérios, frígios, lídios e gregos, a Anatólia foi dominada por Ciro II o Grande da Pérsia (546 a.C.) e posteriormente dividida em quatro satrapias. As guerras greco-persas, que começaram com a tentativa de Dario de conquistar europeus e asiáticos, terminaram em 334 a.C., quando a Anatólia foi invadida por Alexandre o Grande. Depois de sua morte, vários reis estabeleceram domínios sobre partes da península.

    Com a derrota de Antíoco o Grande, na Magnésia, em 190 a.C., a Anatólia caiu em poder dos romanos. Mas apenas em 133 a.C. formaram sua primeira província, a Ásia, que incluía a Anatólia. Os romanos dividiram a península em várias províncias, ligas e principados quase independentes e, sob seu domínio, a Anatólia se desenvolveu e prosperou. No fim do século III da era cristã, Diocleciano, ao reorganizar o império, acabou com os grandes comandos militares e uniu as províncias em grupos chamados dioceses. Seguiram-se grandes mudanças, com a introdução do cristianismo, que se espalhou pela região. As sete igrejas cristãs da Ásia Menor foram organizadas nesse período. Quando o império foi dividido em dois em 395, a Anatólia ficou submetida ao Império Romano do Oriente, com capital em Constantinopla. As línguas nativas e as antigas religiões quase desapareceram e o país sofreu profunda helenização.

    No fim do século VI a Anatólia era muito rica, mas séculos de paz e centralização excessiva produziram um estado de coisas que é expresso no termo "bizantino". Após a invasão do rei persa Khrosrow II e a retomada do poder bizantino por Heráclio, os árabes invadiram a Anatólia no ano 668 e estabeleceram um cerco a Constantinopla. Nos três séculos seguintes, Bizâncio e os califas de Bagdá tentaram estabelecer cabeças de ponte no Eufrates e no leste da Cilícia. Um inimigo mais poderoso, porém, apareceria do Oriente. Os turcos arrasaram a Cilícia e a Capadócia em 1067, derrotaram e capturaram o imperador romano Diógenes em 1071 e tomaram Nicéia em 1080. Sua dominação durou até que os mongóis tomassem a região em 1243. A partir de então, os turcos otomanos detiveram o poder na península, e em 1451 a Anatólia foi anexada definitivamente ao Império Otomano.

    Após diferentes ondas de devastações dos invasores, a Anatólia recuperou-se lentamente nos tempos modernos, mas a construção de estradas de ferro e o crescimento do comércio foram seriamente interrompidos pela primeira guerra mundial, em cujo final os ingleses haviam ocupado todas as terras de língua árabe na Anatólia. O Tratado de Sévres reduziu a Anatólia aos limites étnicos e geográficos da dominação turca. Já ao sul e sudeste, a Anatólia foi dividida pelo Reino Unido, França e Itália em esferas de influência. Posteriormente, os nacionalistas expulsaram os invasores e, após a supressão do sultanato em 1923, seguida do califado, a Turquia se declarou uma república, com capital em Ancara.

    Cerca de um milhão de gregos remanescentes na região foram transferidos para a Grécia e a Macedônia sob os auspícios dos aliados e garantia do Tratado de Lausanne.

     

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