Os espartanos formaram uma sociedade guerreira na Grécia antiga que atingiu o auge de seu poder depois de derrotar a rival cidade-estado de Atenas na Guerra do Peloponeso (431 aC-404 a.C.). A cultura espartana estava centrada na lealdade ao Estado e ao serviço militar. Aos 7 anos, meninos espartanos entravam em uma rigorosa educaçao de formação militar e em um programa de socialização patrocinados pelo estado. Conhecido como o agoge, o sistema enfatizava a disciplina, o dever e a resistência.
Embora as mulheres espartanas não fossem ativas nas forças armadas, elas foram educadas e usufriia de maior liberdade do que outras mulheres gregas.
Por todos os homens espartanos serem soldados profissionais, todo o trabalho manual era feito por uma classe de servos, os hilotas.
Apesar de suas proezas militares, os domínio dos espartanos durou pouco: em 371 a.C. eles foram derrotados por Tebas na Batalha de Leuctra, e seu império entrou em um longo período de declínio.
A sociedade espartana
Esparta, também conhecida como Lacedemônia, era uma cidade-estado da Grécia antiga, localizada principalmente na região sul da Grécia atual, chamada Lacônia.
A população de Esparta era composta por três grupos principais: os espartanos ou esparciatas, que eram cidadãos de pleno direito, o hilotas, ou servos e os periecos ou periosos, que não eram nem escravos nem cidadãos. Os periecos, cujo nome significa "moradores da periferia", trabalhavam como artesãos e comerciantes, e produziam as armas para os espartanos.
Todos os cidadãos do sexo masculino saudáveis participaram do sistema de ensino obrigatório patrocinado pelo Estado, o agoge, que enfatizou a obediência, a resistência, a coragem e o auto-controle. Os espartanos dedicaram suas vidas ao serviço militar e foram ensinados a servir ao Estado e depois à família.
Os hilotas, cujo nome significa "cativos", foram companheiros gregos, originalmente de Lacônia e Messênia, que tinha sido conquistada pelos espartanos e transformados em escravos. A forma de vida dos espartanos não teria sido possível sem os hilotas, que eram incumbidos de todas as tarefas do dia-a-dia necessárias para manter em funcionamento da sociedade: eles eram agricultores, faxineiros, enfermeiros e assistentes militares.
Ao contrário de cidades-estados gregas como Atenas, um centro para as artes, a aprendizagem e a filosofia, Esparta era centrada em uma cultura guerreira. Os espartanos eram autorizados a ter apenas uma ocupação: soldado.
A doutrinação para este estilo de vida começava cedo. Meninos espartanos iniciavam sua formação militar aos 7 anos, quando saiam de casa e entravam no agoge. Os meninos viviam em comunidade sob condições austeras. Eram submetidos a atividades físicas, competições, busca por comida, entre outras habilidades para a sobrevivência.
Os adolescentes que demonstravam maior potencial de liderança eram selecionados para participação no Krypteia, e atuavam como uma força policial secreta cuja principal objetivo era punir os desordeiros. Aos 20 anos os espartanos tornavam-se prontos, soldados, e permaneceriam na ativa até 60 anos de idade.
Os espartanos devido à lealdade perante o exército e à diciplina foram extremamente hábeis na formação da falange. Na falange, o exército trabalhava como uma unidade em formação e feziam manobras em massa, todos coordenados. Nenhum soldado foi considerado um superior a outro. Indo para a batalha, um soldado espartano, ou hoplita, usava um capacete de bronze grande, peitoral e tornozeleira, carregava um escudo redondo de bronze e madeira, uma longa lança e uma espada. Guerreiros espartanos também eram conhecidos por seus cabelos longos e capas vermelhas.
As mulheres espartanas e o casamento
Mulheres espartanas tinham uma reputação de ser possuir espírito independente. Como não desempenhavam nenhum papel no serviço militar, as espartanas muitas vezes recebiam educação formal, embora separadas dos meninos. Muitas mulheres se envolviam em competições esportivas, incluindo lançamento de dardo e luta, canto e dança. Quando adultas, as mulheres espartanas eram autorizados a possuir e gerenciar uma propriedade. Além disso, elas eram tipicamente livres de responsabilidades domésticas, como cozinhar, limpar e fazer a roupa, tarefas que foram realizadas pelo hilotas.
O casamento era importante para os espartanos, como também ter filhos que cresceriam para se tornar guerreiros, e substituir aqueles que morreram na batalha.
Em preparação para o casamento, as mulheres espartanas tinham as cabeças raspadas e mantinham o cabelo curto depois de se casarem. Os casais geralmente viviam separados, já que os homens com menos de 30 eram obrigados a continuar residindo nos quartéis.
O declínio dos espartanos
Em 371 a.C. Esparta sofreu uma derrota catastrófica nas mãos dos tebanos na batalha de Leuctra. Em outro golpe, no final do ano seguinte, o general tebano Epaminondas liderou uma invasão ao território espartano e supervisionou a libertação dos hilotas da Messênia, que haviam sido escravizados pelos espartanos durante vários séculos.
Os espartanos continuariam a existir, embora, como uma potência de segunda classe em um longo período de declínio. Em 1834, Otto (1815-1867), o rei da Grécia, ordenou a fundação da cidade moderna de Sparti no local da antiga Esparta.
Matéria publicada na EmDiv Magazine Kindle Edition - Julho 2011
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