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    As Plantas Aromáticas

    Numerosas plantas se distinguem pela produção de substâncias aromáticas que atuam sobre o olfato e são chamadas de óleos essenciais, pelos perfumes que encerram, ou voláteis, pela rapidez com que se evaporam ao ar livre, sobretudo em contato com o sol. A denominação é por demais elástica e não tem caráter sistemático, já que entre as plantas aromáticas estão espécies de diferentes famílias, desde as mais simples herbáceas, como a erva-cidreira, até árvores de grande porte, como o eucalipto.

    Na natureza, o aroma das flores, como as cores das pétalas, serve como elemento de sinalização para os animais que se nutrem de pólen ou néctar e que, ao fazê-lo, convertem-se em polinizadores das plantas. De igual modo, os óleos essenciais contidos em muitos frutos atraem, pelo cheiro, os animais que os comem, garantindo maior propagação às espécies pela dispersão das sementes.

    Entretanto, os princípios aromáticos, longe de restringirem-se às flores e frutos, podem estar distribuídos por muitas partes das plantas, procedendo às vezes de órgãos secretores especiais. Ora os óleos essenciais estão nas folhas, traço comum às labiadas (como menta, melissa ou erva-cidreira, alecrim, tomilho, sálvia, lavanda, manjericão), às umbelíferas (como a salsa e o funcho) e às cítricas (como laranja, limão, tangerina e cidra); ora estão concentrados nas raízes, rizomas ou bulbos, como ocorre com a valeriana e o gengibre, a cebola e o alho; ora ainda se mostram presentes em toda a estrutura das plantas, como se vê entre as coníferas.

    Os óleos essenciais raramente ocorrem em quantidade superior a dois por cento de todo o material vegetal e são compostos resultantes de combinações de cinco átomos apenas: carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio e enxofre. A complexidade das misturas dificulta a obtenção artificial do perfume de uma flor, mesmo que sejam conhecidos seus principais componentes. O óleo essencial da rosa, por exemplo, é composto de 221 substâncias diferentes.

    Apesar da enorme variedade das composições, os óleos essenciais caracterizam-se por uma série de propriedades físicas em comum. Com alto poder de refração, todos são solúveis em álcool ou éter e opticamente ativos, ou seja, alteram o ângulo do plano de polarização, quando atingidos por um feixe de luz polarizada.

    O uso de plantas aromáticas para a obtenção de perfumes é atestado desde as antigas civilizações da Índia, Egito e Pérsia, que elaboraram métodos próprios para a destilação dos óleos essenciais. A tradição ganhou novo e decisivo impulso na época áurea dos árabes, com os quais o emprego do álcool como solvente tornou-se generalizado. No Ocidente, já no início do século XVIII funcionavam na França os primeiros estabelecimentos destinados à produção comercial de quintessências, soluções alcoólicas perfumadas com materiais de origem vegetal. Numerosos óleos foram desde então descobertos, passando a ter crescente emprego na fabricação de perfumes e cosméticos, como também na aromatização de bebidas.

    As substâncias aromáticas atuam sobre o sistema nervoso e sua ação se mostra, de modo muito evidente, sobre o aparelho digestivo. É fundamentalmente por isso que muitas plantas ditas aromáticas, como o cominho, a canela, o louro, a alfavaca, são, ao mesmo tempo, medicinais e servem, por tradição, como importantes condimentos.

    Matéria publicada na EmDiv Magazine Kindle Edition - Setembro 2011

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