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    A Iluminação Natural e Artificial

    A lâmpada de gás, o sistema de iluminação com petróleo e a iluminação de incandescência foram as etapas intermediárias na evolução dos métodos de iluminação, desde a iluminação direta por meio de tochas até a invenção da lâmpada elétrica.

    O termo iluminação designa tanto o efeito da radiação luminosa, seja ela natural ou produzida artificialmente, quanto o conjunto de dispositivos, fontes e focos de luz destinados a melhorar as condições de visibilidade num ambiente, dar destaque a objetos ou embelezar algum de seus aspectos. O termo designa também cada uma das técnicas que emprega lâmpadas e dispositivos artificiais para finalidades específicas, como iluminação teatral, iluminação fotográfica e outras.

    Tipos e unidades de iluminação. Segundo seja destinada a cobrir áreas limitadas ou espaços inteiros, a iluminação pode ser geral ou localizada. De acordo com a maneira como incide sobre o ambiente ou objeto a iluminar, pode ser direta - em que os raios de luz vão diretamente da fonte ao objeto iluminado - ou indireta, em que os raios iluminam após refletir-se, difratar-se ou refratar-se.

    A unidade de grandeza com que se mede a iluminação de um ambiente denomina-se lux. Equivale à iluminação de uma superfície de um metro quadrado sobre a qual incide um fluxo luminoso de um lúmen (unidade de fluxo), distribuído de maneira uniforme. O lux também se define como a iluminação de uma superfície cujos pontos se encontram à distância de um metro de uma fonte luminosa com intensidade de uma candela.

    Nos sistemas de iluminação elétrica das ruas e praças de uma cidade, é importante distribuir corretamente as fontes de luz, de forma a obter o máximo de rendimento. As fachadas de estabelecimentos comerciais caracterizam-se pela iluminação abundante e colorida que, mais que iluminar, visa a chamar a atenção da clientela potencial. Assim, os centros comerciais urbanos utilizam a luz de tubos fluorescentes em que se empregam gases como o neon, o vapor de mercúrio etc. Nas discotecas, os jogos de luz formam conjunto com a música: as lâmpadas e refletores, controlados automaticamente, se acendem e apagam, piscando com grande rapidez ao ritmo da música. Para conseguir esse efeito, costuma-se empregar lâmpadas de sódio.

    O crescimento do transporte rodoviário e o aumento do tráfego noturno exigem, modernamente, uma boa iluminação permanente nas rodovias e estradas de acesso aos centros populacionais. Os pontos de luz das estradas e vias de acesso são em geral de vapor de mercúrio e são instalados em postes muito altos a fim de evitar o ofuscamento e, ao mesmo tempo, iluminar longos trechos de estrada. Tanto nas cidades quanto nas rodovias, essas luzes se acendem e apagam automaticamente quando a luz natural escasseia ou ressurge, graças a uma célula fotoelétrica que atua também durante nevoeiros espessos e eclipses.

    Pelo mesmo motivo, tornou-se necessário equipar os veículos com faróis de potência suficiente para permitir que o motorista perceba os obstáculos sem ofuscar os veículos que trafegam em sentido contrário. Os faróis dos automóveis podem iluminar abaixo do plano horizontal (farol baixo) ao cruzar com outros veículos, ou operar com feixe de luz mais aberto (farol alto), que se ativa quando não há movimento em sentido contrário.

    A iluminação industrial está estreitamente relacionada com exigências de produtividade e segurança. As minas, os aeroportos e, em geral, todas as instalações em que o trabalho não se interrompe à noite, como refinarias, metalúrgicas, centrais elétricas etc., mantêm permanentemente iluminadas as zonas de atividade.

    Desde que o homem aprendeu a usar o fogo, descobriu que uma de suas mais úteis aplicações era poder prolongar as horas de luz além do pôr-do-sol. Inventaram-se numerosos artifícios destinados a iluminar grandes aposentos, alguns deles de notável engenhosidade. Leonardo da Vinci, por exemplo, idealizou uma complicada lâmpada que lhe permitia trabalhar à noite sem prejudicar a vista. No século XVIII a iluminação pública das cidades mais importantes começou a ser feita com lanternas ou lâmpadas de azeite, seguindo-se, pouco depois, o uso da iluminação à gás. Enquanto isso, as casas começavam a ser iluminadas por lampiões de acetileno.

    Em 1879, a invenção da lâmpada incandescente por Thomas Edison revolucionou as técnicas de iluminação. Mesmo funcionando precariamente, se comparado aos modernos sistemas de iluminação, o invento de Edison teve aplicação imediata em muitas residências e locais de trabalho. No entanto, a iluminação por lâmpadas de filamento incandescente era excessivamente cara para as grandes cidades, que precisavam de muitos pontos de luz de grande potência. Para resolver o problema, na década de 1930 foram criados os tubos fluorescentes, capazes de proporcionar luz potente e praticamente branca, com consumo de eletricidade muito inferior ao das lâmpadas.

    Com o emprego de novas tecnologias, produziram-se fontes de luz para usos específicos: focos de quartzo para fotografia, cinema e espetáculos; pequenos focos de luz usados em microcirurgia; e fontes de luz especiais, como os raios laser, ultravioleta e infravermelhos, além de lentes, refletores e outros dispositivos ópticos com que se amplia a capacidade do foco de luz.

    A iluminação de residências, além de sua finalidade principal, constitui um elemento fundamental da decoração e contribui para que a casa se torne um ambiente agradável. Uma residência com luz natural abundante será mais valorizada que outra com pouca iluminação. Em locais de trabalho, dá-se mais atenção a critérios funcionais para determinar a iluminação adequada. Precisa-se de luz suficiente para o bom andamento das atividades, mas deve-se também considerar o custo de instalação e manutenção dos pontos de luz artificial, a fim de reduzir na medida do possível o consumo de energia. A solução mais freqüentemente adotada pela maioria das empresas é a instalação generalizada, a intervalos regulares, de tubos fluorescentes. Acrescenta-se eventualmente algum ponto de luz incandescente nos ambientes em que isso seja necessário.

     

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