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:: Quinta-feira, 28 de Agosto de 2014 ::
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    As Artes Marciais

    A prática das artes marciais têm adeptos interessados tanto no desenvolvimento espiritual que propiciam quanto no aprendizado de técnicas de defesa pessoal. Artes marciais são esportes de luta, oriundos sobretudo do Extremo Oriente, como o judô, o caratê, o kung fu e o kendô. Alguns utilizam armas, como arco e flecha, dardos e espada; outro grupo enfatiza o combate com os pés e as mãos. No Japão, o treinamento dos guerreiros destacava tradicionalmente o uso do arco e flecha e da espada, o combate desarmado, o emprego de armas de fogo e o nado com couraça. Membros de outras classes usavam bastões, além de instrumentos de trabalho como manguais, foices e facas.

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    De todas as artes marciais, talvez a mais versátil fosse o ninjutsu. Criado para espiões no Japão feudal, seus praticantes aprendiam a se disfarçar, fugir e esconder-se, além de receberem lições de geografia, meteorologia, medicina e uso de explosivos.

    Modernamente, variantes de algumas formas de artes marciais que empregam armas, como o kendô (espada) e kyudô (arco e flecha), são praticados como esporte. Praticam-se também formas derivadas de lutas desarmadas (judô, sumô, caratê e taekwon dô), assim como métodos de defesa pessoal (aikidô e kung fu). Estilos simplificados de tai chi chuan, uma variedade de luta chinesa sem armas, são populares como exercícios de promoção da saúde, praticamente desvinculados de suas origens marciais, ou como meio de desenvolvimento espiritual.

    Um aspecto fundamental das artes marciais do Extremo Oriente é a influência do taoísmo e do zen-budismo, o que levou a uma forte ênfase no estado mental e espiritual do praticante, com suspensão das funções de racionalização e cálculo, para que mente e corpo possam reagir imediatamente como um ente único, refletindo a mutável situação em torno do lutador. Como esse estado mental e físico é essencial para o taoísmo e o zen, muitos de seus adeptos praticam artes marciais como parte de um treinamento filosófico e espiritual. Inversamente, muitos praticantes de artes marciais adotam essas filosofias.

    Nei Kung - O Nei Kung corresponde historicamente a uma Escola de Artes Marciais Filosóficas e Interna, que existiu na China até o século III e que a partir daí desapareceu publicamente, sem deixar rastros nem sucessão. Mas , como toda escola interna, seu espírito e conhecimento continuou em desenvolvimento até os nossos dias, por uma via não pública, mas restringida a um número reduzido de instrutores e discípulos.

    O Nei Kung consiste em uma técnica marcial ampla que integra muitos sistemas e que têm um caráter simbólico, ou seja, cada técnica, movimento, treinamento, etc., representa algo mais profundo da natureza do homem e do Universo.

    Sua proposta consiste na descoberta e desenvolvimento de uma via interior que leve o discípulo à Sabedoria.

    Seus objetivos são: superação do medo através da técnica, superação da dor através do conhecimento da força interior e superação da ignorância através do espírito da Sabedoria do Poder Interno.

    Baseia-se no texto das Mutações, conhecido como I CHING, aplicando os 64 hexagramas na sua estrutura marcial. O Nei Kung é uma Arte Marcial que elimina o confronto por meio da aplicação da inteligência. É uma Arte Marcial não violenta, porém de intensa atividade. Isto é possível devido a que no Nei Kung o conceito de luta é interno, ou seja, uma luta interior do discípulo consigo mesmo. Isto significa que tudo o que acontece no exterior, incluindo um possível adversário (ou vários), são reflexos ou efeitos de uma causa que existe no interior, e no Nei Kung se trabalha acima das causas, com o objetivo de corrigir os efeitos. Daremos um exemplo: "se um adversário manifesta muita violência, isto deve-se a que a violência existe em nós mesmos; se conseguimos eliminá-la dentro de nós, a violência do adversário ficará sem sustentação e, então, é possível canalizá-la num bem comum, ou seja, de ambos".

    A Arte Marcial do Nei Kung desenvolve-se filosoficamente através da Doutrina dos 5 Elementos e da aplicação de cada um desses elementos nas suas técnicas e práticas.

    Dessa fonte extrai elementos de defesa pessoal, preservação da saúde, controle psicossomático, domínio mental e canalização de energias superiores.

    Para que o discípulo de Nei Kung atinja esse grau de conhecimento, o Nei Kung lhe reserva uma trilha ética-moral que permite-lhe tornar-se, antes de mais nada, um Cavalheiro ou, no caso de uma discípula, uma Dama.

    Aikidô - Criado no Japão por volta do século XIV, o aikidô ("caminho da harmonia espiritual") é um sistema de auto-defesa semelhante ao jiu-jitsu e ao judô quanto ao uso de técnicas de torção e arremesso e quanto ao objetivo de fazer com que a força e o impulso do agressor se voltem contra ele mesmo. Também se usa pressionar centros nervosos vitais.

    O aikidô foi desenvolvido mais para dominar do que para mutilar ou matar, ao contrário do que ocorre no jiu-jitsu e no caratê. Muitos de seus golpes, no entanto, podem ser letais. O aikidô dá realce sobretudo à importância da tranqüilidade mental plena e o controle do próprio corpo para dominar o ataque do adversário.

    Jiu-jitsu - A "arte suave" japonesa é um método de combate que usa poucas armas, ou mesmo nenhuma, e emprega golpes de estrangulamento, arremesso e imobilização para dominar o adversário. Surgiu no século XVII, entre os samurais, como técnica complementar ao uso da espada durante a luta. O termo jiu-jitsu designava, de modo geral, vários métodos de luta que envolviam técnicas de desferir pancadas, chutes, joelhadas, golpes imobilizadores, de lançamento ao solo e estrangulamento.

    Após a queda do poder feudal, em meados do século XIX, o jiu-jitsu declinou, porém seus conceitos e métodos foram incorporados por artes marciais modernas, como o judô, o caratê e o aikidô. No Brasil, graças sobretudo à atuação da família Gracie, o esporte era muito difundido nos últimos anos do século XX.

    Kendô - Criado a partir de métodos de luta dos antigos samurais, o kendô ("caminho da espada") é um estilo japonês de esgrima com uma espada de madeira manejada com as duas mãos. Depois da unificação do Japão, por volta de 1600, os samurais transformaram o uso da espada num meio de cultivar a disciplina, a paciência e a perícia, com o objetivo de moldar o caráter.

    No século XVIII, introduziu-se no kendô o uso do shinai, uma espada de bambu, para permitir um combate realista e afastar o risco de ferimentos. As competições de kendô se realizam numa área de 9 a 11m2. Os desafiantes vestem o tradicional ugawi (jaleco), hakama (saia longa dividida), dô (protetor para o peito), tare (protetor de cintura), men (máscara) e kote (luvas acolchoadas). O comprimento do shinai varia de 1,1 a 1,18m. O valor dos pontos atribuídos varia segundo a região do corpo do adversário atingida pela espada.

    Kyudô - Estreitamente vinculado ao zen-budismo, o kyudô ("caminho do arco") é uma forma tradicional de arqueirismo. Quando as armas de fogo suplantaram o arco e flecha nos conflitos militares, o arqueirismo foi conservado pelos monges zen e por alguns membros da elite japonesa como disciplina mental e física. No kyudô, o objetivo principal não é acertar o alvo, como no arqueirismo ocidental, mas alcançar, por meio do treinamento físico e espiritual, uma intensa concentração no disparo e um estilo que expresse perfeita serenidade. O arqueiro usa um arco de bambu com 2,3m de comprimento.

    Kung fu - Os movimentos do kung fu, que em chinês quer dizer "perícia", inspiram-se nas lutas dos animais. São executados a partir de cinco posições básicas dos pés: postura vertical normal e as posições denominadas dragão, sapo, montaria e cobra.

    Existem centenas de estilos de kung fu, que também pode servir como preparação cuidadosa para a execução de qualquer atividade que exija destreza, sem interferência do intelecto ou de emoções. Acredita-se que o kung fu seja anterior ao período da dinastia Zhou, que reinou do século XII ao III a.C.

    Sumô - O objetivo do sumô, estilo de luta corporal japonesa em que o peso, o tamanho e a força têm grande importância, é de empurrar o adversário para fora de uma círculo de 4,6m de diâmetro, ou forçá-lo a tocar o solo com qualquer parte do corpo que não seja a sola dos pés. Os lutadores de sumô vestem tangas e se agarram pelo cinturão.

    Por volta do início da era cristã, o sumô era um esporte violento que terminava sempre com a morte de um dos lutadores. Entre 710 e 1185, transformou-se numa competição altamente ritualizada, protegida pelos imperadores, que terminava quando um dos contendores saía do círculo. Durante o xogunato, proibiram-se as disputas públicas e deu-se destaque às formas marciais do esporte para os samurais. A profissionalização do sumô é posterior a 1600.

    Taekwon dô - Praticado como esporte, auto-defesa e método de desenvolvimento espiritual, o taekwon dô é uma arte marcial coreana de luta desarmada baseada numa forma de auto-defesa mais antiga, o tae kyon, e no caratê. A luta caracteriza-se pelo extenso uso de socos e chutes em salto dirigidos à parte superior do corpo do adversário. O nome taekwon dô foi oficialmente adotado em 1955, depois de aprovado pelo general Choi Hong Hi, principal fundador do esporte.

    Durante o reinado de Ching Heung em Lilla e sob a orientação do monge Wong Kang foi montado um grupo para a defesa daquele reino sob a denominação de Hwa Rang Do que, com os seus feitos, conseguiu a unificação dos reinos na península asiática no que mais tarde viria a chamar-se de Koréa. Naquela época, os Hwang Rang Do incorporaram à sua prática um código de 5 pontos estabelecido pelo monge Wong Káng, que era o seguinte:

    1. Ser fiel ao seu Rei;
    2. Ser obediente aos seus pais;
    3. Manter a sua honra perante seus amigos;
    4. Nunca recuar na batalha;
    5. Matar apenas com justiça.

    A lenda ou história continuou através dos séculos e não nos cabe aqui descrevê-la em maiores detalhes (Um dos mais completos livros sobre este caminho marcial é Taekwon Do do General Choi Hong Hi, com a primeira ediçáo datada de 1972 e publicada sob a égide dalnternational Taekwon Do Federation) além de dizer que foi apenas em 1955 que o atual nome TAEKWON DO foi estabelecido para esta forma de caminho marcial: TAE significando pé, KWON significando punho e DO indicando caminho.

    Tai chi chuan - Forma chinesa de exercício ou de ataque e defesa, o tai chi chuan ("grande punho supremo") emprega movimentos ritmados e lentos, com posições e posturas cuidadosamente prescritos. Como exercício, destina-se a promover relaxamento durante o processo de condicionamento físico. Inspira-se nos princípios do Tai Chi, sobretudo os harmonizadores yin e yang, respectivamente os princípios passivo e ativo.

    Como método de ataque e defesa, o tai chi chuan se assemelha ao kung fu e é corretamente considerado uma arte marcial. Pode ser praticado com ou sem armas. O exercício com as mãos livres praticado para conservar a saúde é conhecido na China desde o século III. No século V, monges do mosteiro budista de Shao Lin executavam exercícios imitando o urso, o pássaro, o cervo, o macaco e o tigre. Mais tarde acrescentou-se a cobra e os princípios yin e yang, que visam a harmonizar o conjunto.

    Outras artes marciais - A capoeira é a única arte marcial genuinamente brasileira. Surgiu entre os escravos negros, no século XVI, como uma mistura de dança, jogo e luta. Também se inclui entre as artes marciais o chamado boxe tailandês (kickboxing), que associa golpes com os pés e as mãos. Para reprimir a violência urbana e o terrorismo, os israelenses criaram sua própria arte marcial: um sistema de defesa pessoal chamado krav-magá.

    Fonte de pesquisa:  www.bodhidharma.com.br - Instituto Internacional de Artes Marciais Filosóficas Bodhidharma

     

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