Música típica rio platense, que se originou no Uruguai e na Argentina, a milonga é uma das principais precursoras do tango e é baseada em ritmos trazidos para ambos os lados do Rio de la Plata a partir da África, Cuba e Espanha.
Pesquisadores dizem que o termo "milonga" teria vindo do idioma africano Bantu, e que poderia ser traduzido por "palavras". Teve início como um poema cantado, onde as letras eram mais importantes do que a música em si. A milonga era simples, com um padrão rítmico fixo 2/4, que posteriormente evoluiu para melodias mais complexas e rápidas.
Nasceu com o som do violão - ou da guitarra, como é chamado em castelhano -, e outros instrumentos foram se incorporando, como a flauta, o piano e o violino, formação dos primeiros grupos de tango.
Por volta da década de 1870, o ritmo contagiou os salões, dando origem à dança de mesmo nome. Sua coreografia é semelhante a do tango, porém seus movimentos são mais rápidos e relaxados.
Alguns dos maiores nomes da milonga foram: Roberto Firpo, Angel D'Agostino, Pedro Laurenz, Villoldo, Francisco Canaro, Rodolfo Biagi, Juan d'Arienzo, Edgardo Donato, Gabino Ezeiza, Aníbal Troilo, Lucio Demare, Domingo Federico, Angel Vargas, Mariano Mores, Francisco Lomuto e Carlos Di Sarli.
Em algum ponto, algumas influências do candombe, da mazurca e da valsa se uniram à milonga, criando o tango, um ritmo que acabou por se desenvolver paralelamente, tornando-se mundialmente famoso, principalmente através de grandes artistas como Carlos Gardel e Astor Piazzolla.
Além de se referir à música e à dança, o termo Milonga é atualmente aplicado também ao evento ou local onde se dança o tango.
Matéria publicada na EmDiv Magazine Kindle Edition - Maio 2012
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